terça-feira, 22 de junho de 2010

Atos 27:1-44


Paulo enviado para a Itália


Foi resolvido assim,que partiríamos em nossa viajem de navio à Roma;de modo que Paulo e diversos outros presos foram postos debaixo da guarda de um oficial chamado Julio,membro da guarda imperial.

Parimos num barco com destino à Grécia o qual deveria fazer diversas escalas ao longa da costa Turca,devo acrescentar que Aristarco um grego de Tessalônica,estava conosco.No outro dia quando chegamos em Sidom,Julio foi muito bondoso com Paulo permitiu que ele descesse para a terra para visitar amigos e receber os cuidados deles.Dali embarcamos e encontramos ventos contrários, que tornavam difícil conservar o navio na rota,de modo que navegamos ao norte de Chipre,entre a ilha e a terra firme,e passamos ao longa da costa das Províncias da Cilícia e da Panfilia,chegando a Mirra na Província de Licia.

Ali nosso oficial achou um navio egípcio,que vinha de Alexandria e se destinava à Itália,e nos fez embarcar.

Tivemos dias de navegação difícil,e por fim nos aproximamos de Cnido,porém os ventos haviam ficado muito fortes,de modo que atravessamos para Creta,passando o Porto de Salmona.Lutamos sem resultado contra o vento e com grande dificuldade navegamos devagar ao longo da Costa Sul,até que chegamos a Bons Portos,perto da cidade de Laséia.


Os perigos da viagem


Ali passamos diversos dias,o tempo estava ficando perigoso para viagens longas naquela época,porque o ano já estava muito adiantado,e Paulo falou aos oficiais do navio a respeito disso.

"Senhores"disse ele,eu acho que vamos ter dificuldades pela frente se prosseguirmos - talvez naufrágio e perda da carga,prejuízos e morte."Mas os oficiais responsáveis pelos presos deram mais ouvidos ao capitão e ao proprietário do navio,do que a Paulo.E já que Bons Portos era uma enseada aberta - um lugar ruim para passar o inverno - maioria da tripulação aconselhou,que deveríamos avançar à Costa de Fenice, a fim de passarmos o inverno ali;Fenice era uma boa enseada,com abertura apenas para o noroeste e sudoeste.

Nesse momento um vento leve começou a soprar do sul,e pareceu um dia perfeito para a viagem.Então eles levantaram âncora e navegaram costeando bem perto a praia de Creta.

Porém,logo depois disto,o tempo mudou de repente,e um forte vento com força de um furacão(o "nordeste"como chamavam)colheu o navio e o empurrou para o mar.Eles tentaram a principio virar a proa para a praia,mas não puderam,de modo que desistiram e deixaram o navio ser levado pela ventania.

Finalmente navegamos para trás de uma ilha pequena chamada Clauda,onde com grande dificuldade,levantamos para bordo o bote salva-vidas que viajava rebocado e então amarramos o navio com cordas para fortalecer o casco.Os marinheiros estavam com medo de serem arrastados para as areias movediças da Costa Africana,de modo que baixaram as velas superiores e se deixaram levar pelo vento.

No outro dia,como as ondas se tornaram ainda maiores,a tripulação começou a jogar a carga ao mar.no dia seguinte,eles jogaram ao mar equipamentos e qualquer outra coisa em que puderam pôr as mãos.A terrível tempestade rugiu sem diminuir nada durante muitos dias,não nos deixando ver o sol,nem estrelas,até que finalmente toda esperança acabou.

Ninguém tinha comido por um longo tempo,mas Paulo finalmente se levantou no meio da tripulação,e disse:"Homens,vocês deveriam ter me dado ouvidos em primeiro lugar e não ter deixado Bons Portos - teriam evitado este prejuízo e esta perda!Mas tenham ânimo!

Nenhum de nós perderá a vida,somente o navio afundará.

Porque esta noite um anjo de Deus(a quem eu pertenço e quem eu sirvo)se pôs de pé ao meu lado,e disse:"Não tenha medo Paulo - porque você sem falta será julgado diante de César!E o que é mais:Deus concedeu o seu pedido e salvará a vida de todos os que navegam com você.".Portanto tenham coragem!Pois eucreio em Deus!Será exatamente como Ele disse!Mas iremos naufragar numa ilha.


O naufrágio


Na 14º noite de tempestade,perto da meia-noite,enquanto erámos jogados de um lado para o outro no Mar Adriático,os marinheiros desconfiaram que aterra estava próxima.Fizeram uma sondagem e acharam 40 metros de água.Um pouco adiante fizeram nova sondagem e acharam 30 metros.Nessa proporção,eles sabiam que dali a pouco seriam levados à praia;e com medo de que houvesse rochedos ao longo da costa,lançaram quatro âncora pela popa e oravam pela luz do dia.

Alguns dos marinheiros planejavam abandonar o navio,e baixaram o bote e de emergência,dando como desculpas que queriam lançar âncora pela proa.Mas,Paulo disse aos soldados e ao oficial comandante:"Vocês,vão todos morrer se eles não ficarem a bordo."Então os soldados cortaram as cordas e deixaram o bote cair.

Quando a escuridão deu lugar a primeira luz da manhã.Paulo pedia que todos comessem."Vocês não têm comido nada há duas semanas",dizia ele."Eu peço que comam alguma coisa agora para salvarem suas próprias vidas!Porque não se perderá um fio de cabelo da cabeça de vocês!"

Então ele tomou pão,deu graças a Deus na presença deles,partiu em pedaços e comeu.De repente todos nos sentimos melhor e começamos a comer.

- todos nós,as duzentos e setenta e seis pessoas - pois este era o número dos que estavam a bordo,depois de comer a tripulação aliviou o navio mais um pouco,jogando ao mar todo o trigo.

Quando chegou o dia,eles não reconheceram a terra,mas notaram uma baía com uma praia;e faziam cálculos se poderiam passar entre os rochedos e ser levados até a praia.Finalmente decidiram tentar.Cortaram as âncoras e deixaram no mar;baixaram os lemes,levantaram a vela da proa e remaram para a praia.

Mas o navio deu num banco de areia onde batia ondas de dois lados,e encalhou.A proa ficou bem presa,enquanto a popa ficou exposta à violência das ondas e começou a partir-se em pedaços.

Os soldados aconselharam ao oficial comandante que deixasse matar os presos,para que nenhum deles nadasse para a praia e fugisse.Mas,Julio queria livrar Paulo,e então,não permitiu.Ordenou para que todos os que soubessem nadar saltassem ao mar e fossem para a terra.Os outros,que conseguissem tentar chegar lá em pedaços de tábuas e pedaços do navio.Assim,todo o mundo escapou e alcançou a praia em segurança.



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