sábado, 28 de julho de 2012

Lamentação de um atribulado

  Ó Senhor,Deus meu Salvador,dia e noite sem parar eu choro e imploro a tua ajuda.Escuta a minha oração,escuta os meus pedidos desesperados de socorro!Não há mais lugar em meu coração para tantas tristezas e males;sinto que eu estou muito perto da morte.
  Todos dizem que é apenas uma questão de tempo,que já estou praticamente morto.Fui abandonado entre os mortos,como um soldado qualquer que morre e fica estendido no campo de batalha,gente que Tu esqueceste e abandonaste à própria sorte.
  Tu me lançaste num abismo profundo,num buraco tão escuro que eu morro de medo.A Tua ira pesa como um chumbo sobre mim,uma após outra as tuas ondas me encobrem e derrubam.Fizeste os maus amigos fugirem de mim,eles me detestam.Estou trancado numa prisão e não consigo fugir!Desesperado chorei tanto que já não exergo direito;todos os dias,sem parar,eu me ajoelho e peço a Tua ajuda,Senhor.
  Em breve já será tarde demais!Para que farás milagres,quando eu já estiver morto?Lá eu não poderei te louvar!Depois de morto não poderei falar à outros da tua bondade;na sepultura não poderei mostrar aos homens como Tu és fiel.No mundo das trevas,quem irá contar os teus milagres?Quem anunciará a Tua justiça na terra do eterno esquecimento?
  Por isso enquanto estou vivo Senhor,peço o teu socorro com gritos e gemidos!Muito antes de o sol raiar ,a minha oração já foi feita à Ti.Por que Senhor não queres que eu viva na tua presença?Desde moço ando fraco e abatido,as portas da morte.O peso do teu castigo me deixou confuso e desorientado.Fui arrastado pelas ondas da tua ira;os teus golpes violentos acabaram comigo.Sou como uma ilha cercada por um mar de medo.Tu afastaste de mim os antigos companheiros e conhecidos.Hoje meu único amigo é a escuridão.

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Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. ( 1 Pedro 2:10)